quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A QUESTÃO DA LIBERDADE NA VISÃO DE SANTO AGOSTINHO E SCHOPENHAUER EM RELAÇÃO AO ENTENDIMENTO DA VONTADE

O intuito desse artigo é demonstrar  a questão da liberdade na perspectiva da vontade e elucidar os meios de compreensão de  encontrá-la.. O objeto de estudo será  os textos filosóficos de Santo Agostinho denominado ‘’ O Livre Arbítrio’’os livros I e II e  de Arthur Schopenhauer ‘’ O mundo como vontade e representação’’ a Parte IV no qual, ambas trazem idéias e questionamentos relevantes a  referida temática a ser discutida. A Enfâse aqui, é a compreensão da liberdade em relação a vontade nas visões filosóficas dos referidos autores. A Metodologia de estudo  pretende fazer um paralelo entre as idéias contidas na filosofia de  Santo Agostinho e de  Arthur Schopenhauer no tocante a liberdade no qual a vontade é prepoderante. Como é sabido, no olhar de Agostinho, a verdadeira liberdade é aceitar a graça de Deus e ela  se dá somente quando a vontade se volta para o bem e nessa perpectiva o filosófo compreende que  O livre-arbítrio nos dá a possibilidade de seguir ou não a vontade de Deus, porém, só será livre realmente aquele que, com a ajuda divina, optar por fazer a vontade de Deus. Já em Schopenhauer o homem não escolhe o que deseja e o quer pois não delibera sobre sua vontade pois não pensa por si só, pois no seu entender, só a liberdade intectual torna o homem livre. É percebido tanto nas idéias de Agostinho e Schopenhauer uma preocupação relevante a conduta e natureza humana como material de investigação filósofica e ontológica. Observa-se que  O ser humano como cerne dessa investigação filósofica traz a tona que tanto a  liberdade  quanto a  vontade não caminham separadas já que todo homem almeija ser livre. E compreendendo essa relação,  entende-se que  o homem é condicionado a agir  de acordo com o seu querer e decisão. Dessa forma, enfatizar através desses textos as contribuições e reflexões das duas visões acerca da liberdade e vontade humana na contrução do ser.

PALAVRAS – CHAVE : Filosofia.Liberdade.Vontade


A VISÃO DE SANTO AGOSTINHO E SCHOPENHAUER EM RELAÇÃO AO ENTENDIMENTO DA VONTADE.
È preciso compreender que  a questão da liberdade e do  entendimento da vontade  é de fundamental interesse da natureza humana pois  todo ser humano almeija ser livre e a vontade corresponde a ação humana de deliberar suas decisões.Como é sabido em termos filosóficos, muitas questões  sobre a temática é conhecida  desde os gregos naturalistas, passando pelos clássicos Socrátes, Platão e Aristoteles chegando na Patristica com santo Agostinho e na Modernidade com  Arthur Schopenhauer investigaram filosoficamente  a liberdade numa perspectiva ontologica. Santo Agostinho foi o primeiro a abordar a relação próxima entre  liberdade e vontade e rompendo em definitivo com as concepções dos gregos clássicos. Em sua obra, no dialogo que profere com Èvídio nos livros I e II o filosofo traz questões  acerca da existência humana e da visão referente a vontade humana. De acordo com o livro I de sua obra, há uma questão relevante abordada  Èvidio a respeito da vontade boa e   Santo Agostinho responde: ‘’ A vontade boa é  ‘’é a vontade  pelo qual desejamos viver reta e honestamente e alcançar a sabedoria  suprema’’.  e noutro trecho do diálogo, o bispo de hipona acrescenta a respeito da compreensão da vontade  ‘’ o que é fator  constituitivo da nossa vontade é  que desfrutememos e careçamos de tão grande e verdadeiro bem ‘’ e é entendida por ele como  dotada de virtudes tais: justiça, amor e a prudência  o que se opôe a vontade boa são as paixões, os vicios e o mal e  consequentemente a vida infeliz. E  desse  modo, o filósofo   entende   o conflito humano sobre os  a valores efêmeros e diz no diálogo com  Èvidio  que  ‘’ aqueles que aderirem á lei eterna pela boa vontade não necessitam da lei temporal são felizes e estimam e vivenciam  o estado da liberdade.  Já que o homem feliz ama a vontade boa e a conserva. O filosofo não trata da liberdade do desejo de livrar-se dos dominios ,sejam dos homens,da cidade ,das posses, das falsas honras  e do  do dinheiro, ele explica que esses dominios regem a lei temporal  no qual muitos procuram alicerçar. E ele continua os que perseguem e amam as leis eternas da boa vontade serão livres. ‘’Uma coisa é querer o bem e o mal  e outra coisa é merecer alguma coisa por meio da boa ou da má vontade’’. No livro II , Agostinho  fala do  livre arbítrio que é completado pela graça de Deus,como sendo  um dom ou  inclinação do homem para o bem. A graça não  suprime a  vontade, mas  inclína-a  para  optar  e  agir  pelo  bem.  Esse  poder  de  usar  bem  o  livre-arbítrio  é precisamente a liberdade.O  contexto do livre arbitrio da vontade em duas perspectivas observadadas por Évidio, a primeira que  Deus deu o livre arbitrio da vontade e a outra ela é o meio do pecado.e a segunda  explicada por Agostinho no qual  Deus que nos premia ou  castiga. Agostinho acredita que os homens devem ter uma vontade livre ou seja o homem é capaz de agir com retidão para o beneficio da justiça divina. Pois entende o homem age voluntariamente. E a liberdade almeijada de todo  homem é  o entendimento de que é necessário  amar e desejar baseado na  plenitude das realidades divinas e será alcançado pelos homens mais virtuosos que compreendem e possuem o soberano bem e a verdadeira sabedoria, no cerne de Deus. e salienta Agostinho ‘’ ninguém está seguro daqueles bens que pode perder contra sua vontade. porém ninguem perde a verdade e a sabedoria contra a sua vontade’’ portanto dessa forma  esta vontade só é livre à medida que não se afasta do bem imutável E o homem vai ser feliz. nesse entendimento de  Agostinho a  liberdade é própria  da  vontade,  não  da  razão,  no  sentido  como  a  entendiam  os  gregos. A razão  pode  conhecer  o bem, mas  a  vontade  pode  rejeitá-lo,  porque,  embora  diferente  da razão,  tem uma autonomia própria, apesar de a ela estar  ligada. A  razão conhece, mas a vontade  escolhe,  podendo  escolher  inclusive  o  irracional. A possibilidade de fazer o mal é inseparável do livre-arbítrio, mas o poder de não fazê-lo é a marca da liberdade. Em Schopenhauer, através da sua metafisica da vontade o mundo é regido pela vontade, e através dela produz uma moral estética da vontade. De acordo com o filósofo alemão, a ação humana não é livre já que  o homem não é livre para deliberar sobre sua vontade, sobre o que deseja e  o que realmente quer, assim ele empreende a relação liberdade e vontade. No seu entender,  O que parece deliberação é uma ilusão ocasionada pela mera consciência sobre os próprios desejos humanos. E essa  vontade no homem não é puramente racional, e  acreditava que  todo ato real da vontade  humana é,  ao mesmo  tempo, um movimento de nosso corpo. E nessa relação não  produz  somente a sua conduta,  como também o seu mundo e suas ações influenciados pelos dos fenomenos O corpo humano expressa a realidade, no qual o homem deseja exprimir suas escolhas  de modo determinado. Ao remeter tais ideias sobre  a compreensão da vontade de viver, assim  exemplificando a discussão dentro dessa  da tematica, de tantos outras investigadas por ele,  baseando no que é  dito em sua obra o mundo como vontade de representação na parte IV’,’’ o que a vontade quer é sempre a vida,  pois que a vida para a representação é a manifestação da vontade, segue -se daí que a vida acompanhará a vontade com a mesma inseparabilidade com que a sombra acompanha o corpo e  onde houver vontade, haverá também vida, e mundo.’’ Ele retrata o comportamento humano em relação a vontade  na esfera dos fenomenos e diz na mesma obra ‘’mas o indivíduo é apenas um fenômeno, não existe senão pelo conhecimento submetido ao princípio de razão, que é o princípio de individuação.’’ E acrescenta ‘’Os  fenômenos  do mundo  exterior  são,  na  sua  essência, a própria vontade. Portanto, a vontade em si não  tem  fundamento a não ser na  razão e as  idéias ou graus de objetivação se  traduzem nas  representações e nesses graus  se  reconhecem  como  idéias.’’ È apartir dessa análise, pode-se inferir que o homem de Schopenhauer  está condicionado ao seu mundo interior,  em reflexão ao seu mundo exterior,  pois o  mundo real e visível, em que os homens  vivem, reside também neles mesmos seus  modos de expressar humano asim como seu ato de vontade e noção de liberdade. Dessa forma, nasce o conhecimento humano e compreensão desse homem  sobre as coisas, no qual  ele está envolvido.

Conclusão :
Verifica-se o quão diferente e contraditório suas explanaçoes no referido tema em relação as percepçoes de Agostinho e Shopenhauer no qual, a realidade histórica, filosófica  e social tem muita prepoderância nas discussões ontológicas.

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